segunda-feira, 4 de agosto de 2014

NOTICIAS | Guerra em Gaza


No passado domingo, a caminho da praia, fui a ler no carro a revista Visão. Deparei-me com um artigo de 5 páginas da Marie Estève que apesar de muito bem escrito e explícito, devo confessar que me abalou um pouco. O artigo tinha como nome "As crianças mártires de Gaza" e abordou como o nome indica, não só as crianças que andam a passar por este momento muito difícil a que chamamos de guerra, como também um acontecimento especifico onde morreram quatro crianças devido a um ataque israelita que abalou toda uma família. 

Neste post não me quero centrar neste artigo, nem neste acontecimento especifico onde as vidas de quatro crianças inocentes foram ceifadas. Não quero tomar o partido de nenhum dos lados, mas quero me centrar nesta guerra em especifico. Neste confronto na Faixa de Gaza. Na dor e no sofrimento que se está a viver noutro espaço deste planeta e que por vezes parece tão indiferente aos olhos das outras pessoas que não são nem israelitas, nem palestinianas...

Confesso que não estou muito entendida sobre esta guerra e não sei qual a sua razão de existir. Não consigo compreender como é que a guerra possa ser a solução a determinado problema, por muito grave que este possa ser. Não consigo perceber os motivos que levam a tal. Não consigo perceber o que vai na cabeça de quem a começa. Não consigo perceber a razão de se querer viver no sofrimento e na dor. Não consigo perceber como conseguem destruir casas e tirar vidas como quem acende ou apaga uma luz ou simplesmente abre uma torneira.

Sempre que ouço mais e mais noticias sobre a Faixa de Gaza, arrepios passam por mim. É horrível! Mortes atrás de mortes. Destruição após destruição. Crianças que ficam sem famílias. Famílias que ficam sem casa. Crianças e famílias que nunca mais chegam a ver a luz do dia. Pessoas que pouco viveram ou pouco puderam aproveitar da sua vida... É certo que este sofrimento está a atingi-los a todos: pais, filhos, avós, tios, sobrinhos, amigos... Mas confesso que o meu pensamento vai sempre para os mesmos: as crianças! 

Não sei se é o meu coração de educadora e professora a falar mais alto. Não sei se é o meu futuro coração de mãe que me diz que nunca quero isto para nenhum filho meu ou qualquer outra criança que existe no mundo. Mas gostaria de acreditar que este sentimento deveria de ser inato a todos os seres humanos e que todos deveriam de pensar nas consequências de uma guerra destas, principalmente em relação às crianças. Aquilo que percebo no meio de tudo isto é que os que estão envolvidos na guerra não querem saber de nada disso, não se importam se as famílias ficam sem casa e ficam felizes por saber que os seus supostos "adversários" estão a diminuir em número, mesmo que estas sejam crianças. Crianças inocentes. Crianças que nunca pediram por isto. Crianças que apenas querem ser felizes. Crianças que apenas querem ser amadas.

Desejo e espero do fundo do meu coração que esta guerra chegue ao fim. Que se acabe com as mortes desnecessárias. Que se chegue a um acordo entre estes dois povos. Que se possa seguir em frente. Reconstruir. Viver. Ser feliz. Que se possa proporcionar às crianças um mundo melhor para elas viverem!

Cátia 

5 comentários:

  1. muito obrigada :)
    beijinho!

    com amor, nanci <3

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  2. Honestamente eu não acredito que a guerra termine nos próximos anos... décadas. Não há paz nesta zona do Planeta desde o mandato da ONU em 1947 que, na altura, criou o Estado de Israel na Palestina que era da autoridade Inglesa. A zona era predominantemente muçulmana com pequenas localidades de influência judaica. A ONU com este plano para dar um lar ao povo Judeu virou tudo ao contrário e evidentemente isso não foi recebido.

    A predominância passou a ser Judaica tanto a nível cultural como territorial. E isso desde 1947 que dá guerras e massacres de parte a parte que só aumentam o ódio entre esses dois povos. Juntando isso ao conflito religioso que todos sabemos que existe e está para durar... Bom. Podemos facilmente perceber que está para durar tudo isto.

    Espero que um dia os dois povos possam viver em paz sem ganâncias territoriais ou extremismos religiosos.

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  3. Concordo plenamente com o que disseste :)
    *já sigo o blog
    http://retromaggie.blogspot.com/

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